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15/08/2018

CAMPANHA " SAI O PATO E ENTRA O SAPO"

SAMPAPÃO adere à campanha “Chega de Engolir Sapo”, que combate juros absurdos cobrados dos consumidores.

“Chega de Engolir Sapo” é o nome da campanha lançada no dia 13 de março, durante reunião entre Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP) e líderes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura que representam milhares de empresas e milhões de empregos, com o objetivo de combater os juros mais altos do mundo, cobrados dos consumidores brasileiros. O presidente do SAMPAPÃO Antero José Pereira esteve presente ao encontro na sede da entidade, a fim de angariar o seu apoio a mais esta ação da FIESP.

Ao apresentar o conceito, Paulo Skaf destacou a importância do dia e lembrou a semelhança com o início, em setembro de 2015, da campanha “Não Vou Pagar o Pato”. Além de impedir, graças ao forte apoio popular, o aumento de impostos, o Pato acabou virando símbolo da luta pelo impeachment. “O Sapo inicia hoje sua carreira, seu trabalho, sua missão”, afirmou Skaf na calçada do prédio da FIESP, na Av. Paulista. “Quanto ao Pato, está recolhido, mas pronto para sair às ruas caso haja qualquer ameaça de aumento de impostos”, acrescentou o presidente da entidade.

“O Sapo está de olho nos juros cobrados no Brasil, os mais altos do mundo. Como os impostos elevados demais, os juros brasileiros são absurdos. Houve redução da Selic, mas ela ainda é alta. Contudo, o alvo dessa campanha são

juros cobrados pelos bancos de consumidores”, destacou, por sua vez, o presidente Antero, fazendo eco a Skaf.


SPREAD ABUSIVO. O assunto é sério e a realidade dos juros no Brasil é acachapante.

Para ilustrar a gravidade da situação, a campanha utiliza um comparativo básico que não deixa dúvidas sobre isso: a diferença entre o que paga uma aplicação financeira básica – a caderneta de poupança – e o que é cobrado pelo cheque especial. “Uma pessoa que tivesse depositado R$ 100 há uma década na caderneta teria, atualmente, R$ 198,03 na conta, enquanto que uma dívida de R$ 100, também contraída dez anos atrás, representaria, hoje, R$ 4.394.136,97. Isso mesmo, mais de quatro milhões de reais”, enfatizou Paulo Skaf.

Por sua vez, José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice- -presidente da FIESP, mostrou o quanto significa o spread (a diferença entre o que bancos pagam pelo dinheiro que captam para emprestar e o quanto cobram de juros) para o bolso das pessoas. “Se o spread no Brasil fosse semelhante ao de outros países, as famílias economizariam R$ 204 bilhões por ano, o que aumentaria muito a capacidade de consumo. Para dar ideia de quanto isso representa, é mais do que a soma do que está no Orçamento da União em 2018 para saúde (R$ 120 bilhões) e educação (R$ 90 bilhões)”, destacou o executivo.

A forma como o assunto é tratado pelas maiores economias do mundo reforça ainda mais a incongruência do patamar dos juros cobrados no Brasil. Os Estados Unidos, por exemplo, têm mais de 1.200 bancos pequenos e médios, o que contradiz o argumento dos bancos de que a concentração brasileira é “normal”. Acontece o mesmo na Europa e na Ásia, em que a concorrência é muito forte. Some-se a isso o fato de que, de 2011 a 2017, a inadimplência teve queda no Brasil. E no mundo há 70 países mais inadimplentes que o Brasil. Na Itália, a inadimplência é três vezes mais alta que a brasileira, mas o spread aqui é oito vezes superior.

As ações iniciais da campanha, no dia de seu lançamento, incluíram anúncios em jornais, assinados pela FIESP e pelo CIESP, a distribuição de folhetos explicativos nas portas de bancos na Av. Paulista por 150 pessoas vestidas como sapos e a divulgação no Facebook. Sapos gigantes foram posicionados na entrada do prédio, e “passearam” pela cidade, afixados em tetos de veículos. Além disso, o site da campanha “Chega de Engolir Sapo” tem os diagramas do material promocional, como panfletos e adesivos, para ser livremente reproduzido por quem quiser ajudar na divulgação.


Fonte/Reprodução: Revista IP&C

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